A história, contada pela placa proibida
Tudo começou com um salto proibido.
Na porta de um museu de Paris, uma placa mostrava um salto agulha cortado por uma linha vermelha. Um menino olhou para ela e viu o contrário de uma proibição.
- A placa
No Palais de la Porte Dorée, que guardava o museu de artes da África e da Oceania, a placa pedia às mulheres que não entrassem de salto fino, para não marcar o piso antigo. Christian Louboutin contaria depois que foi ali que o salto virou, para ele, um objeto de desejo e de risco.
- A coxia
Ainda adolescente, trabalha nos camarins do Folies Bergère. Fica impressionado com as dançarinas, que andam firmes no salto carregando cocares enormes na cabeça.
- O ofício
Aprende com o mestre dos sapatos Roger Vivier, passa pela Charles Jourdan e desenha para outras casas de Paris. No começo dos anos 1990 abre a própria loja e ateliê na cidade.
- 1993
Um protótipo chega da fábrica, e a sola preta pesa demais. Ele pega o esmalte vermelho da assistente e pinta a sola. A ideia não era o vermelho — era apagar o preto. Ficou o vermelho.
A linha vermelha da placa virou assinatura.




